Cara comunidade panificadora.
Em virtude da participação, de vários elementos desta mui nobre inquipe, no 1º torneio de futsal inter grupos de carnaval de Estarreja, as actividades de distribuição irão ficar suspensas por duas semanas.
Prevê-se que só dia 20 voltemos a ter pão.
Até lá vão guardando a manteiga no frigorifico, pois a próxima fornada vai ser a valer.
A Padaria
domingo, 6 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Passeio em Campia-Vouzela
Ora cá estamos novamente para mais um relato.
Desta vez mudámos de ares e fomos mais alto. Seguimos até Vouzela, mais concretamente até Campia, onde o clube de BTT local organizou mais um passeio, tal como acontece a cada 2 meses.
Foi a nossa estreia na distribuição naquelas bandas, aliás, nunca tinhamos subido tão alto na nossa carreira. Começámos aos 480m de altitude.

Como é sabido, neste Domingo estava um belíssimo tempo. Estava exactamente a convidar a sair da cama para montar na pasteleira, mas, como bons intletas, lá fomos.
A concentração foi na escola em Campia. No parque de estacionamento estavam poucos carros. Porque seria? ahhh não sei já tinhamos dito que estava bom tempo.
Depois de meter gasolina (leia-se cafezada no posto de abastecimento próximo) lá nos preparámos (nós e as pasteleiras). Depois de nos inscrever-mos e ter-mos escutado todas as instruções, seguimos pro monte. Desta vez tinhamos de seguir +/- em grupo porque ia ser duro.
Estavamos cheios de pica. Já mencionámos o facto de que estava bom tempo, certo?
Um bocado de asfalto e logo de seguida entrámos no pinhal, com piso em terra e, agora é que vem a novidade, piso em pedra. Sim pedra, pedregulho ou rocha, como lhe queiram chamar. Começou a aventura. Como sabem, pedalar em pedra já é fácil por natureza, e com o belo tempo que estava (já tinhamos falado nisso, ou não??) então estavam reunidas as condições ideais para pedalar de uma nova forma, ou seja, com a pasteleira à mão.
Depois de muito esforço lá passámos a 1ª fase (e mais difícil) do percurso. No momento que chegámos de novo a asfalto, isto por volta do km5, que percorremos no maravilhoso tempo de 40min, já o Renato TGV queria dar de frosques.
"fdx... tou farto de pedra. Tou todo roto. Vou mas é embora..."
Nesta altura o mestre pasteleiro, Juju, quase que arrancava à dentada um raio que tinha partido da roda de trás. Ahh e o carro vassoura, o colega da moto 4 que nos acompanhou todo o percurso, ou nós a ele, já trazia um pendura. Estava cansado.
O TGV bem queria mas não teve hipótese. Uma distribuição que começa, só acaba no fim. E mainada!!!
Lá retomámos a pedalada, depois de uma amena cavaqueira com os 2 bombeiros que acompanharam o percurso. Há, antes de mais, que dar os parabéns a estas pessoas que se juntam a estes eventos, sem esquecer, evidentemente, a organização pela dedicação.
Pois... o percurso continuou a subir, a subir, até ao ponto mais alto de todo o trajecto, marcando cerca de 810m de altitude. Foi uma grande tirada.
Depois disto foi sempre a descer. (o povo nem gosta).
Passámos por locais fantásticos, troços fabulosos.
A dada altura o Juju quase foi tomar banho. Deparámo-nos com um troço que era um autêntico rio, ou melhor, um rápido. O Juju estava numa de passar montado, mas a pasteleira por pouco não o mandou tomar banho. Depois de fazer bem as contas lá se decidiu a pegar nela e passar à mão. (Não por nada, mas não tinha trazido o champoo).
Ainda lá no cimo, o grupo conferenciou, logo após o malho do Kengas (quis parar em cima dum penedo. Escorregou... pumba), e decidiu que estava na hora do farnel. Como não sabiamos se iamos ter nova oportunidade, achámos por bem dar ao serrote. Estávamos com 9km percorridos. (isto é pessoal de muito sustento. Só faltou o garrafão de vinho)
Recompostos, foi sempre a partir pedra por lá baixo. Grande speed, uns saltos, uns sustos do caraças, mas lá descemos bem.
Ao km11 tivemos uma surpresa. Então não é que os bacanos da organização nos presentearam com um reforço?!?! Espectáculo!!! Como estávamos com fomeca pois tinhamos comido a última vez, já ia pra cima de um tempão (2,2 km e 24 minutos antes), lá nos atracámos ao alimento. Afinal, não queriamos que o pessoal levasse a mal.
De pança cheia lá arrancámos a todo o vapor. (bom... mais ou menos)
Tinham-nos avisado de que ali adiante passava um ribeiro e que a vala era enganadora. O Ginho como ainda não se tinha metido em apuros quase que ia ao charco. Escusado será dizer que o Kengas estava a ajudar imenso. (chulo)
Estavamos num ritmo alucinante, mas a verdade é que mais alucinante estava para chegar poucos metros adiante.
Como estava a chover (não me lembro se já tinhamos falado nisso), lama era coisa que não faltava. Terra, água e lama tudo bem, mas meus amigos... MERDA?!?!?! Isso é que não estava no programa. Então não é que algum esperto se lembrou de abrir as comportas da vacaria, e toca de despejar a fossa para o caminho?!?!? No meio de tanta terra e água, aquela poça que se aproximava parecia ser mais uma bela concentração lama, mas não, era uma belissima concentração de MERDA.
Ainda atónitos com o que se tinha passado, e sobretudo com o nosso estado miserável, lá continuámos. O que haviamos de fazer???? Só nos riamos e gritávamos... "MERDA PRA ISTO!!!", "MAS O QUE É ESTA MERDA?!?!"
Talvez por causa do cheiro o Renato TGV perdeu o equilibrio, embate num pedregulho, enfia um pau nos cranks, perde o controlo, e lá vai aço. Catrapum, estatelou-se.
Depois de ver que tudo estava bem, o Ginho estatelou-se no chão a rir.
O Juju e o Kengas pararam e voltaram para trás para ver e rir também.
Nesta altura, o Ginho, que andou a ver muitos filmes dos rangers, aproveitou para rastejar no meio da erva para tirar a merda que trazia agarrada.
Meus amigos, o cheiro que traziamos era qualquer coisa de inacreditável. Não podiamos estar perto de ninguém, nem de nós mesmos.
Escusado será dizer que até final do percurso a conversa tinha um denominador comum. Sim, a verdadeira bosta de vaca e o seu cheiro revigorante.
O percurso a partir de aqui tornou-se menos técnicos, mas rolável, sem subidas tão pronunciadas , bom, tirando uma ou outra.
Na passagem pelo Rio Alfusqueiro ainda ponderámos seriamente ir a banhos, contudo optámos por passar pela ponte a pé (não a pontapé). Logo de seguida o engaço do Juju fura. Mais uma paragem técnica para mudar a câmara e disfrutar do maravilhoso cheiro proveniente do suco intestinal das lindas vaquinhas. Estávamos radiantes com o nosso aroma. Tal era o encanto, que pensámos em registar a patente do odor. Imaginámos logo o slogan publicitário: "O perfume de uma inquipa de merda."
O percurso estava quase a terminar. Estávamos com 26km. O local era a barragem no rio Alfusqueiro. Uma bela imagem. Um grande cenário. E uma subida tramada. Até ali tinha sido sempre a descer.
Até final o Kengas ainda teve tempo para uma caîmbras, ou melhor, caibradas, como dizia um dos companheiros de luta. O Kengas ao ouvir este termo ficou logo de orelha guiada.
Á chegada só queriamos mesmo era lavar as pasteleiras, tomar banho e almoçar.
O banho foi algo de inovador já que lavámos roupa e corpo ao mesmo tempo. Era um género de strip-tease no chuveiro.
Tudo pronto e arrumado, lá seguimos para o almoço, pois o nosso companheiro Ramalheira já nos aguardava no "Sacristão".
Resumindo:
Foi um belo passeio, cheio de bons troços, vários single-tracks, muitas surpresas agradáveis, bom, tirando a parte da caquinha das vaquinhas.
Recomendamos vivamente que passem por lá e aproveitem esta oportunidade que o clube de BTT de Vouzela nos proporciona.
Para eles o nosso agradecimento.
(terminada a crónica, vou pegar fogo à roupa)
A Padaria
Desta vez mudámos de ares e fomos mais alto. Seguimos até Vouzela, mais concretamente até Campia, onde o clube de BTT local organizou mais um passeio, tal como acontece a cada 2 meses.
Foi a nossa estreia na distribuição naquelas bandas, aliás, nunca tinhamos subido tão alto na nossa carreira. Começámos aos 480m de altitude.

Como é sabido, neste Domingo estava um belíssimo tempo. Estava exactamente a convidar a sair da cama para montar na pasteleira, mas, como bons intletas, lá fomos.
A concentração foi na escola em Campia. No parque de estacionamento estavam poucos carros. Porque seria? ahhh não sei já tinhamos dito que estava bom tempo.
Depois de meter gasolina (leia-se cafezada no posto de abastecimento próximo) lá nos preparámos (nós e as pasteleiras). Depois de nos inscrever-mos e ter-mos escutado todas as instruções, seguimos pro monte. Desta vez tinhamos de seguir +/- em grupo porque ia ser duro.
Estavamos cheios de pica. Já mencionámos o facto de que estava bom tempo, certo?
Um bocado de asfalto e logo de seguida entrámos no pinhal, com piso em terra e, agora é que vem a novidade, piso em pedra. Sim pedra, pedregulho ou rocha, como lhe queiram chamar. Começou a aventura. Como sabem, pedalar em pedra já é fácil por natureza, e com o belo tempo que estava (já tinhamos falado nisso, ou não??) então estavam reunidas as condições ideais para pedalar de uma nova forma, ou seja, com a pasteleira à mão.
Depois de muito esforço lá passámos a 1ª fase (e mais difícil) do percurso. No momento que chegámos de novo a asfalto, isto por volta do km5, que percorremos no maravilhoso tempo de 40min, já o Renato TGV queria dar de frosques.
"fdx... tou farto de pedra. Tou todo roto. Vou mas é embora..."
Nesta altura o mestre pasteleiro, Juju, quase que arrancava à dentada um raio que tinha partido da roda de trás. Ahh e o carro vassoura, o colega da moto 4 que nos acompanhou todo o percurso, ou nós a ele, já trazia um pendura. Estava cansado.
O TGV bem queria mas não teve hipótese. Uma distribuição que começa, só acaba no fim. E mainada!!!
Lá retomámos a pedalada, depois de uma amena cavaqueira com os 2 bombeiros que acompanharam o percurso. Há, antes de mais, que dar os parabéns a estas pessoas que se juntam a estes eventos, sem esquecer, evidentemente, a organização pela dedicação.
Pois... o percurso continuou a subir, a subir, até ao ponto mais alto de todo o trajecto, marcando cerca de 810m de altitude. Foi uma grande tirada.
Depois disto foi sempre a descer. (o povo nem gosta).
Passámos por locais fantásticos, troços fabulosos.
A dada altura o Juju quase foi tomar banho. Deparámo-nos com um troço que era um autêntico rio, ou melhor, um rápido. O Juju estava numa de passar montado, mas a pasteleira por pouco não o mandou tomar banho. Depois de fazer bem as contas lá se decidiu a pegar nela e passar à mão. (Não por nada, mas não tinha trazido o champoo).
Ainda lá no cimo, o grupo conferenciou, logo após o malho do Kengas (quis parar em cima dum penedo. Escorregou... pumba), e decidiu que estava na hora do farnel. Como não sabiamos se iamos ter nova oportunidade, achámos por bem dar ao serrote. Estávamos com 9km percorridos. (isto é pessoal de muito sustento. Só faltou o garrafão de vinho)
Recompostos, foi sempre a partir pedra por lá baixo. Grande speed, uns saltos, uns sustos do caraças, mas lá descemos bem.
Ao km11 tivemos uma surpresa. Então não é que os bacanos da organização nos presentearam com um reforço?!?! Espectáculo!!! Como estávamos com fomeca pois tinhamos comido a última vez, já ia pra cima de um tempão (2,2 km e 24 minutos antes), lá nos atracámos ao alimento. Afinal, não queriamos que o pessoal levasse a mal.
De pança cheia lá arrancámos a todo o vapor. (bom... mais ou menos)
Tinham-nos avisado de que ali adiante passava um ribeiro e que a vala era enganadora. O Ginho como ainda não se tinha metido em apuros quase que ia ao charco. Escusado será dizer que o Kengas estava a ajudar imenso. (chulo)
Estavamos num ritmo alucinante, mas a verdade é que mais alucinante estava para chegar poucos metros adiante.
Como estava a chover (não me lembro se já tinhamos falado nisso), lama era coisa que não faltava. Terra, água e lama tudo bem, mas meus amigos... MERDA?!?!?! Isso é que não estava no programa. Então não é que algum esperto se lembrou de abrir as comportas da vacaria, e toca de despejar a fossa para o caminho?!?!? No meio de tanta terra e água, aquela poça que se aproximava parecia ser mais uma bela concentração lama, mas não, era uma belissima concentração de MERDA.
Ainda atónitos com o que se tinha passado, e sobretudo com o nosso estado miserável, lá continuámos. O que haviamos de fazer???? Só nos riamos e gritávamos... "MERDA PRA ISTO!!!", "MAS O QUE É ESTA MERDA?!?!"
Talvez por causa do cheiro o Renato TGV perdeu o equilibrio, embate num pedregulho, enfia um pau nos cranks, perde o controlo, e lá vai aço. Catrapum, estatelou-se.
Depois de ver que tudo estava bem, o Ginho estatelou-se no chão a rir.
O Juju e o Kengas pararam e voltaram para trás para ver e rir também.
Nesta altura, o Ginho, que andou a ver muitos filmes dos rangers, aproveitou para rastejar no meio da erva para tirar a merda que trazia agarrada.
Meus amigos, o cheiro que traziamos era qualquer coisa de inacreditável. Não podiamos estar perto de ninguém, nem de nós mesmos.
Escusado será dizer que até final do percurso a conversa tinha um denominador comum. Sim, a verdadeira bosta de vaca e o seu cheiro revigorante.
O percurso a partir de aqui tornou-se menos técnicos, mas rolável, sem subidas tão pronunciadas , bom, tirando uma ou outra.
Na passagem pelo Rio Alfusqueiro ainda ponderámos seriamente ir a banhos, contudo optámos por passar pela ponte a pé (não a pontapé). Logo de seguida o engaço do Juju fura. Mais uma paragem técnica para mudar a câmara e disfrutar do maravilhoso cheiro proveniente do suco intestinal das lindas vaquinhas. Estávamos radiantes com o nosso aroma. Tal era o encanto, que pensámos em registar a patente do odor. Imaginámos logo o slogan publicitário: "O perfume de uma inquipa de merda."
O percurso estava quase a terminar. Estávamos com 26km. O local era a barragem no rio Alfusqueiro. Uma bela imagem. Um grande cenário. E uma subida tramada. Até ali tinha sido sempre a descer.
Até final o Kengas ainda teve tempo para uma caîmbras, ou melhor, caibradas, como dizia um dos companheiros de luta. O Kengas ao ouvir este termo ficou logo de orelha guiada.
Á chegada só queriamos mesmo era lavar as pasteleiras, tomar banho e almoçar.
O banho foi algo de inovador já que lavámos roupa e corpo ao mesmo tempo. Era um género de strip-tease no chuveiro.
Tudo pronto e arrumado, lá seguimos para o almoço, pois o nosso companheiro Ramalheira já nos aguardava no "Sacristão".
Resumindo:
Foi um belo passeio, cheio de bons troços, vários single-tracks, muitas surpresas agradáveis, bom, tirando a parte da caquinha das vaquinhas.
Recomendamos vivamente que passem por lá e aproveitem esta oportunidade que o clube de BTT de Vouzela nos proporciona.
Para eles o nosso agradecimento.
(terminada a crónica, vou pegar fogo à roupa)
A Padaria
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