segunda-feira, 17 de março de 2008

Distribuição de Domingo, 16-03-2008

Vem assim A Padaria estrear os relatos das voltas.

Domingo... dia de montar a pasteleira.
Hora marcada: 9h (timex, como diz o nosso secretário)
Hora de partida: 9h40

Pois... hora de partida 9h40... ehheheh....
Acontece que o nosso ilustre mestre do creme de pasteleiro ficou a trabalhar durante a noite, presumivelmente arduamente, ou no duro, como queiram. Foi muito pão posto no forno, muitas fornadas e quando chegou a hora de fazer a distribuição, pois claro, o valente operário estava exausto e teve problemas em abrir a pestana. Vai daí, o nosso secretário, com todo o afinco, decide soar o alarme, i.e., toca a telefonar, às 9h, não fosse o diabo tecê-las. Ouviu-se do outro lado:

- “Tôôôôuuuuu” (modo de voz de sono: ON, fresco que nem uma alface)
- “Atão car…?!?! O pão vai arrefecer!”, diz o secretário.
- “Xiiii…”, retorquiu o pasteleiro, “oh pá… foi toda a noite a fazer creme e a cozer. Já vou. 5 minutos.”

Lá ficou a restante equipa nos exercícios de aquecimento, em especial de língua, pois durante a distribuição este precioso músculo é bastante solicitado para as mais diversas tarefas, desde o simples “pôr a conversa em dia” (leia-se coscuvilhices), até aos mais fortes e expressivos “Fod… Crl…”, sempre que alguma coisa não corre tão bem.

Aquecimento feito. O Mestre pasteleiro chegou. Hora de arranque, 9h40, rumo à distribuição.
Neste dia compareceram os seguintes biciclistas.
(Começando, claro, pelos ilustres membros da confraria)

Mestre Pasteleiro (o tal do creme e das fornadas), JJ Cruz;
Secretário, Kengas;
Ginho
Renato “TGV” Moedas
Miguel Reice Tim
Chiquinho
Apolo (nova aquisição)

Arrancando pela zona industrial, seguindo para Avanca, e daí para troço “dos saltos”. Do troço dos saltos, até ao riacho (qual o nome??) é um instante. Vamos tão distraídos a saltar e a pedalar, que nem nos apercebemos dos metros a passar. Pelo meio encontramos mais pessoal do TT (mas neste caso sem o “B”). Dois jipes subem a rampa com que o Miguel sonha um dia trepar montado na pasteleira (estás quase lá Miguel).
Passamos o riacho, e nesse momento algumas apostas se fazem sobre quem vai tomar banho, mas desta vez ninguém foi lavar a roupa.
Seguimos então para as bandas de Sto. Amaro, onde o rookie Apolo, habituado a andar montado, mas a cavalo, se ressente do cansaço e as cãibras começam a atacar. Sem apertar muito, lá seguimos todos juntos, pois ninguém fica para trás.
Depois de passar uns pinhais, a apalpar terreno (e correu muito bem), começamos a avançar rapidamente para a tão aguardada descida para o rio Antuã. Esta é a famosa descida onde muito habitualmente se vêm alguns empenos e, tal como não podia deixar de ser, desta vez o Moedix TGV fez questão de levar umas medalhas para casa. Catrapum, catrafdx… burra para um lado, cavalo para o outro, ouvem-se uns #$%”# e lá vai aço para cima dos arbustos. O Miguel e o Júlio voltam a trocar de bina, depois de um período de experimentação das máquinas um do outro. De seguida o Ginho também faz o seu papel mas, antes que fosse ter com os arbustos, decide saltar da burra. Este é daqueles dias em que o “factor cagaço” está elevado. É melhor ir com calma.
São 11h30. O Apolo tem de ir para se preparar para o repasto domingueiro. Com ele vai o Chiquinho.
Os restantes continuam a distribuição subindo da Minhoteira até ao Pinheiro da Bemposta. São +- 2,5 km a subir por estrada.
Entretanto o Miguel volta a trocar de bina, desta vez com o Kengas.
Lá subimos até ao Pinheirense e depois descemos para a Sra. da Ribeira, iniciando assim o caminho de regresso, voltando à Minhoteira, mas desta feita na direcção de Santiais. A partir daqui, entramos no traçado da prova dos 70km da 1ª Maratona BTT de Estarreja, descendo da “Chaminé” até ao Rio Antuã. Neste percurso passamos no local do big jump do Júlio, mas desta vez é melhor não abusar da sorte e passar a ribança à mão.
Cá estamos no Rio, e agora? Bom, vamos procurar o “melhor” sitio para passar pois há que entrar no curso do rio e quanto menos água melhor. O Ginho decide arrancar e logo se vê o que dá. Consegue passar sem atascar. Logo de seguida vem o Júlio que enfia metade da roda da frente no lodo e também “a pata” nessa substância cremosa. O mesmo desfecho tem o Kengas e o Moedas. O Miguel abriu a pestana e escolheu outra via e com isto safou-se do tratamento de beleza dos pés.
Está a chegar ao fim a nossa volta de cerca de 36 km. Passamos no hotel e aqui é só estrada até casa.

Mais uma aventura desta inquipe de distribuição de pão.
A Padaria

2 comentários:

Kengas disse...

Grande distribuição, não foi?
Só falta a parte final em que o Miguel Reicetim decidiu arrancar para casa de bina, pensando assim:
Ora ninguém diz nada, se calhar o Renato TGV não quer que lhe suje o carro e está com pressa o melhor é ir indo...
Nós, pensando que este dignissimo corredor ainda estava cheio de vontade de continuar o treino, deixamo-lo ir.
Ai ai ai Miguel reicetim parece que não conheçes a malta...
Vamos dar-te nessa cabeça tanto...

Kengas disse...

Já agora o nosso padeiro jornalista fez um trabalho de grande importancia ao criar este blog com os comentarios de provas semanal de grande qualidade (qualidade igual ao folar do padeiro mor).
Está de parabéns (tal como o nosso padeiro mor a ganhar obras tipo comercial do melhor).

O que acham desta inquipe?

E o Presidente é... (depois das preliminares, espero não me ter esquecido de ninguém)